Escola é cultura!

Divulgando para o mundo as atividades culturais da escola.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Eis que faço novas todas as coisas II"



Nós somos educadores mais que professores. Somos um tipo diferente de profissional. Não trabalhamos com máquinas, nós trabalhamos com gente!
Mas, como é difícil essa tarefa.
Nós envelhecemos. Não adianta querer esconder essa verdade. O professor é velho! Tem de ser. Não nos escandalizemos com isso. Repetindo o clichet "ningúem quer morrer, mas ninguém quer ser velho" Nós somos velhos na verdadeira acepção do termo. Porque nossos educandos são novos, fresquinhos. No diálogo entre velhos e novos acontece o crescimento! Isso não é pouco.
Velhos, sim, velharia, não! Somos educadores que precisamos nos renovar a cada dia. Porque entra ano e sai ano e há sempre uma leva de "novos" chegando. O perigo é enrijecermos, cansarmos, desanimarmos, de novo? Nos perguntamos. Sim, de novo. O que trabalhamos arduamente no ano passado terá que se repetir. Para eles é novo, para nós é velho. Por isso somos velhos.
Preconceito. Tiremos o preconceito de nossas vidas. Sejamos como eles, "novos", porque o novo não tem preconceito, ele não sabe que "que bicho que vai dar" por isso espera a revelação do mistério. Porque tudo é novo.
Velhos, porque sabemos o caminho a trilhar, a situação para nós não é mais nova, já vimos isso antes. "Deja v´u" O perigo é o cansaço. Não nos cansemos. Se encararmos a situação como sempre nova, não nos decepcionaremos.
Por isso assumo: "eu sou um velho" com muito orgulho. Queira Deus que possa ser por muito e muito tempo. Até que o novo de hoje me diga um dia: "Pode deixar, agora sou eu o velho"